Quinta-feira, Junho 25, 2009

Uma letra, um palavrão

O que se escreve com uma letra? O que podemos dizer com apenas uma letra?

Provavelmente, pouca coisa. Alguns dirão: quase nada.

Desde o pré-escolar gostei das palavras de duas letras: oi, ei, ai, ui, au. Eu já sabia falar e eram fáceis de escrever. Mas são duas letras. ok.

Quando estou "furioso", digo ou penso .........., mas escrevo: p... q... p...

São três letras, dirás.

Tudo bem, corrijo: p....

Sábado, Fevereiro 28, 2009

Turbulência

Bom dia pessoal,

Depois de muito tempo, resolvir escrever novamente neste blog.

Estou escrevendo um romance que conta o drama de um homem bem-sucedido, escritor, intelectual e religioso, que se apaixona por uma mulher "simples" e casada.

O homem escreve cartas para a amada, mas nunca as entrega, com medo que o seu marido descubra o romance.

Eis uma das cartas...


Amada minha,

És mar furioso,
Impiedoso com os naufragos.
Destruiu meu porto seguro,
E afundou minha embarcação.

Para mim és turbulência, nada é mais o mesmo depois de você. Moves o chão sob meus pés e derrubas o céu sobre minha cabeça.

Não importa se mereço o céu ou o inferno, pois com você vivo nos dois e gosto. Assim, sinto-me vivo, muito vivo, mas, de alguma maneira, morrendo um pouco.

Perto de você não tenho pensamento, abandono meus princípios, perco o juízo, torno-me inconsequente e sofro. Sofrimento que não desejo alívio, que curto cada segundo.

Morro a cada despidida, a cada adeus, mas ressuscito a cada encontro. Por você desejo viver, e se for para morrer que seja em teus braços ou em tuas pernas.

Beijos, beijos, beijos.

Seu amado.

Sábado, Fevereiro 17, 2007

Flor e Espinho

Estes versos foram guardados com carinho por mais de dez anos por uma ex-namorada. E como gratidão mostro-os ao mundo.

"De tão doce que é meu querer por ti
Que confundo com o mel da tua boca.
De tão cheiroso que é meu querer por ti
Que às vezes penso que sou um espinho
Ao teu redor, minha flor."

- 16/08/96

Abraços,

Allan Lima

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Foto: smsh_rs © All rights reserved.
http://www.flickr.com/photos/smash_rs/


Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Sol da manhã

Este poema foi escrito em 26/10 para Alessandra Damasso como uma maneira de expressar meus mais nobres sentimentos. Te amo muito, sabia?

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Sol da manhã

Tua presença
me aquece
e me ilumina.

Tua luz
clareia meus caminhos.
Faz a vida mais bela.

Tua força
escondeu a lua
e apagou as estrelas.

Por onde passa as flores
se abrem e sorriem.
As folhas balançam e dançam para ti.

Só por ti o dia acontece.
Os pássaros cantam.
O vento brinca e corre.

Bom é te sentir na pele.
Te ver todas as manhãs
me faz bem.

O amarelo dos teus cabelos
é minha cor preferida.
O brilho do teu rosto
é o tesouro da minha vida.

Quando não te vejo
o dia fica sem graça.
Parece circo sem palhaço.

Mas quando te encontro
meu coração é só festa:
tem balão e brigadeiro.

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Abraços,

Allan Lima
Belém-Pará

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Sem Lua

Este poema é uma homenagem a amiga Lilian Mello (Lua Linda), pelo dia (23/11) que
representa o fim de uma etapa de sua vida profissional.

Valeu pela companhia. Sucesso.

Brilhe sempre !!!

Sem Lua

Quem sou sem tu?
Quando partires quem serei?
Antes de conhecer-te quem eu era?

O que será do meu mar sem a tua força?
Quem moverá as águas e encherá as baías?
Quem comandará o vento?
Quem brincará com as nuvens?

Quem me acompanhará nessa longa viagem?
Quem me ajudará nessa insólita jornada?

E as minhas noites, sem a tua luz?
Como serão? Serão tristes e cheias de trevas?
E o meu coração? Em trevas ficará?
E assim a quem vou o entregar?

Quando partires a quem aguardarei?
O que será do meu vigor?
A quem cantarei?
A quem darei o meu amor?

Saudade e solidão consumirão meu ser.
Sal e sol devorarão meu corpo.

Por favor, não se vá, filha de Téia.

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Abraços,

Allan Lima

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Começar

Quero te dizer muitas coisas.
Mas são tantas que nem sei
Por onde começar.

Quero te dar muitas coisas
Mas são tantas que nem sei
Por onde começar.

Quero te mostrar muitas coisas
Mas são tantas que nem sei
Por onde começar.

O que mais posso te dizer?
Te amo.

O que mais posso te dar?
Meu coração.

O que mais posso te mostrar?
Este simples poema.

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Dedico este poema à uma pessoa muito especial, Alessandra Damaso, que abriu
meu coração a novos sonhos e que está revolucionando meu modo de viver.

Abraços,

Allan Lima
Belém-Pará

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

Cães, abutres e águias

Não sei se foi sonho
ou se foi delírio na noite.
Não sei se estive em outro mundo
ou se foi tudo imaginação.

Nasci entre os cães
dias e noites sucediam-se
num círculo infinito.
Alimentava-me dos restos no chão
misturados a minhocas e vermes.

Quando comecei a andar
sobre dois membros
percebi muitas diferênças:
minha língua era pequena,
não possuía pêlos e cauda,
minha mão era mais hábil
e minha visão não era tão boa na escuridão.

Olhei para os lados
e não vi horizonte,
mas somente pedras e penhascos.
Então, voltei-me para o céu
em busca de espaço e luz.

Conheci os abutres
e sua paciência na espera por um cadáver.

E senti medo e me escondi.
E não falei nada e chorei baixinho.

E esperei, e observei e cresci.
E descobri-me Homem.
Então, subi as montanhas
e fiz minha morada entre as águias e as nuvens.

Abraços poéticos,

Allan Lima
Belém-Pará